Gastronomia

Qual a origem do nome de nosso bistrô?

 

Adotou-se para o bistrô do Solar da Corte o nome fantasia ``Le Pas du Roy`` para evocar a presença do Imperador Dom Pedro II   entre 20 a 29 de outubro de 1845 nessa casa senhorial, onde  foi oferecida aos monarcas a melhor cozinha da aristocracia brasileira. 

Mas a expressão ``os passos do Rei`` sugere ainda outras lembranças. Na França, o comprimento dos passos do Rei Luis XIV, constituía uma medida adotada em leis e documentos, equivalente a 1,5 m.   A faixa de terrenos litorâneos pertencentes à Coroa, media 50 ``passos do rei`` que formalmente equivaliam a 80 metros.  Esse passo gigantesco estava assim à altura do poder real, absolutista. 

No Brasil monárquico, em contraste, o Imperador Dom Pedro II, desprezando símbolos de poder, adotava práticas modernas que o distinguiam do Ancien Régime francês, como um estadista avançado para o seu tempo o qual, acima de tudo, através de seu caráter magnânimo, buscava pacificar e consolidar politicamente o Brasil, como nação. 

No entanto, os passos de Dom Pedro II , estes sim, haveriam de ser bastante amplos, em virtude dos 1,90 m. de sua estatura. 

Portanto, reconstituindo-se a história, é mais do que certo que na sua estadia em outubro de 1845, o jovem  Imperador Dom Pedro II galgou com passos largos os degraus da escadaria de entrada do Solar da Corte, acolhido como hóspede pelo anfitrião Coronel Joaquim Xavier Neves.  

 Naquele tempo, presume-se que um dos métodos para afastar intrusos nas edificações senhoriais que permaneciam de portas abertas parte do dia¸ era a medida da altura dos degraus.

No restauro do imponente Solar, todavia, foi necessário rebaixar a altura dos degraus e acrescentar  outro, para que o acesso de pessoas não tão atléticas se faça mais facilmente.

Ficou entretanto essa  interessante história a ser contada. E para criar um arquétipo, fez-se uma associação de ideias com os costumes jurídicos franceses, adotando-se para o recinto do nosso bistrô acima do qual  cruzaram os passos do nosso Imperador, o nome Le Pas du Roy (redigido também em francês ``ancien``), conforme pode se permitir um estabelecimento que  se propõe inclusive a perigrinar pelas receitas culinárias do passado.

Pelos degraus acima, vistos do interior do bistrô ``Le Pas du Roy``,teria sido possível observar a entrada do Imperador em largas passadas, nos dias 20 e 29 de outubro de 1845.

  rESTAURANTE GASTRONÔMICO    

      

     Le Pas du Roy

 

A instalação de um Restaurante  Gastronômico é uma das peças chave do empreendimento cultural  que assumiu a denominação  Solar da Corte em homenagem aos fatos históricos relevantes que nele ocorreram no Século XIX, durante o período monárquico brasileiro.   Através de um feliz encontro de  vontades, de um lado o  casal Julieta e Gilberto d´Ávila Rufino,  proprietários do imóvel histórico meticulosamente restaurado,      e de outro o chef  Jean-Charles,  tornou-se possível consolidar em dependências da imponente edificação um ambiente convivial e descontraído.   O serviço gastronômico do Restaurante Le Pas du Roy, ocorre no espaço térreo a meio sub-solo, numa atmosfera acolhedora protegida pelas densas paredes de pedra.   Para resgatar o saber viver dos tempos passados, a  proposta é  reproduzir o verdadeiro espírito dos restaurantes tradicionais que se encontram na Europa instalados em prédios históricos e seculares, respeitando o conceito dos "bistrots" parisienses ou "tascas" lisboetas, onde se cultiva a paixão do convívio, da gastronomia de qualidade e dos bons vinhos.Mais que uma refeição, é oferecida uma viagem no tempo.

 

A COZINHA

A cozinha do restaurante do Solar Da Corte é liderada por Jean-Charles Hanus, nascido e criado em Paris numa família com alta cultura gastronômica. O  seu pai era “chevalier du tastevin” e ensinou-lhe a poesia dos vinhos. Sua mãe Janine, da Normandia, cozinheira excepcional, transmitiu-lhe o sentido dos produtos e a arte de cozinhar.

Ele viveu vários anos em Portugal onde recebeu a influência da cultura gastronômica mediterrânea. 

Autodidata e apaixonado, a sua culinária, autorial ou clássica, resgata a gastronomia tradicional popular portuguesa e francesa com um estilo próprio, original e generoso, e com muito sentimento nos seus pratos.

 

OS VINHOS

O Jean-Charles é responsável pela seleção da carta dos vinhos, mais de 50 rótulos franceses e portugueses, renovando-a com frequência.